<b>José Raimundo de Lima</b>, conhecido artisticamente como<a href="https://suamusica.com.br/zecantor"> Zé Cantor</a>, nasceu em Morada Nova, no interior do Ceará, e construiu uma das trajetórias mais respeitadas do forró. Filho de Maria José da Conceição, conhecida como Zilma, e de uma família humilde, conheceu cedo a realidade do trabalho. Aos 10 anos, colhia feijão, algodão e ajudava a cuidar da irmã enquanto a mãe trabalhava como empregada doméstica, contribuindo para o sustento da casa.(image)Antes de se tornar conhecido como Zé Cantor, o artista chegou a ser chamado de "Zé da Zilma", uma homenagem à mãe, que teve papel importante em sua história. A paixão pela música surgiu cedo e, <b>aos 13 anos, começou a tocar pandeiro</b> e, pouco tempo depois, aprendeu outros instrumentos. A primeira música que interpretou em público foi <b>"Rei do Baralho"</b>, dando início à caminhada que o transformaria em um dos principais nomes do forró.Os primeiros passos profissionais aconteceram ao lado de <b>Chiquinho do Acordeon</b>, em sua cidade natal. Pouco tempo depois, o talento chamou a atenção do cantor<b> João Bandeira</b>, que o convidou para substituir um dos vocalistas de sua banda. O que seria apenas uma participação temporária acabou se transformando em uma <b>parceria de quase 17 anos</b>, fundamental para a formação artística de Zé Cantor.Foi também <b>João Bandeira quem deu ao artista o nome que o acompanha até hoje</b>. No documentário "Zé Cantor - O Mestre", ele relembra o momento em que decidiu batizá-lo, após ouvi-lo cantar músicas de vaquejada durante uma viagem: "...quando ele cantou um bocado de vaquejada, eu disse: 'Seu nome é Zé Cantor'. Aí botei Zé Cantor, e vai morrer por Zé Cantor."(iframe)Mais do que um nome artístico, o batismo marcou o início de uma <b>parceria que influenciou toda a carreira do cantor</b>. Até hoje, Zé faz questão de destacar a importância de João Bandeira em sua trajetória. "Até hoje, João Bandeira é uma referência no forró. É minha escola, meu professor, tenho como um pai. Sou fã dele como ser humano e como artista."O reconhecimento também é compartilhado por outros artistas do gênero. No mesmo documentário, <b>Toca do Vale</b> afirma que Zé Cantor é um dos nomes responsáveis por manter viva a tradição do forró de vaquejada e do forró pé de serra.Antes da projeção nacional, Zé Cantor acumulou experiência nos palcos e desenvolveu um estilo marcado pela irreverência, pelo improviso e pela forte interação com o público. Essas características lhe renderam um dos apelidos mais conhecidos do gênero: <b>"Rei do Alô"</b>, marca registrada que até hoje faz parte de seus shows.<b>A trajetória no Solteirões do Forró</b>O grande ponto de virada da carreira aconteceu em 2005, quando Zé Cantor <b>assumiu os vocais do Solteirões do Forró</b>. Ao lado de <a href="https://suamusica.com.br/TatyGirl">Taty Girl</a>, formou uma das duplas mais marcantes da história do forró eletrônico. Juntos, ajudaram a transformar a banda em um dos maiores fenômenos do gênero, percorrendo o Brasil e conquistando uma legião de fãs. Taty foi sua <b>primeira parceira na banda</b> e protagonizou uma das formações mais lembradas pelo público, retornando ao grupo em 2011 e permanecendo até 2014.A parceria ultrapassou os palcos e deu origem a uma amizade que permanece até hoje. Em tom de brincadeira, Taty costuma chamá-lo de <b>"Negro Bom"</b>, enquanto Zé retribui com o apelido <b>"Barbie Girl"</b>, uma referência carinhosa aos tempos em que dividiram os vocais do Solteirões do Forró.Ao longo dessa trajetória, Zé Cantor também dividiu os vocais com grandes nomes femininos do forró. <a href="https://suamusica.com.br/WalkyriaOficial">Walkyria Santos</a> integrou a banda entre 2014 e 2016, após deixar a Banda Magníficos. Em seguida, <a href="https://suamusica.com.br/MoniquePessoaOfic">Monique Pessoa</a> passou a fazer dupla com o cantor no Solteirões, dando continuidade à história de uma das bandas mais importantes do forró eletrônico.Após 12 anos à frente do <b>Solteirões do Forró</b> e uma trajetória marcada por grandes sucessos no forró eletrônico, Zé Cantor deixou a banda para <b>iniciar uma nova fase na carreira</b>. Em 2018, apresentou seu primeiro projeto solo, o audiovisual e álbum <b>"Agora Sou Eu e Você – Ao Vivo"</b>, trabalho que marcou oficialmente a transição para sua carreira independente e deu início a um novo capítulo, mantendo a essência, o carisma e a identidade que o consagraram como um dos principais nomes do forró.<b>Os maiores sucessos da carreira</b>Com mais de três décadas dedicadas à música, Zé Cantor construiu um repertório que atravessa gerações. Ao longo da carreira, deu voz a sucessos que marcaram época e seguem presentes na memória dos fãs.Entre os destaques estão<b> "Carro Pancadão", "Viva a Bagaceira", "Festa na Piscina", “É o chefe”</b> e diversos outros hits gravados tanto na época do Solteirões do Forró quanto na carreira solo.A combinação entre irreverência, romantismo, vaquejada e forró eletrônico fez do cantor uma <b>referência para artistas da antiga e da nova geração</b>. Não por acaso, é reconhecido como um dos principais nomes do gênero e segue reunindo multidões por onde passa.<b>Os projetos mais recentes</b>Mesmo com uma carreira consolidada, Zé Cantor continua investindo em novos projetos. Em março de 2025, realizou sua<b> primeira turnê internacional</b>, com apresentações em Porto e Lisboa, durante o FestVybbe, em Portugal. Na ocasião, dividiu o palco com artistas como Xand Avião, Nattan e Mari Fernandez, celebrando a primeira experiência cantando fora do Brasil.Ainda em 2025, a cantora<a href="https://suamusica.com.br/greycesolteiroesdoforro"> Greyce Silva</a> passou a integrar a equipe de Zé Cantor como backing vocal e cantora, reforçando a nova fase do artista nos palcos. A parceria também ganhou destaque no audiovisual<b> "Solteirões do Forró 20 Anos - Ao Vivo em Fortaleza"</b>, gravado no Colosso Fortaleza para celebrar as duas décadas de trajetória do cantor na banda.(button)O projeto reuniu convidados que marcaram diferentes momentos da carreira de Zé Cantor, como <b>Taty Girl, João Bandeira, Monique Pessoa, Limão com Mel, Zé Vaqueiro, Raí Saia Rodada e Henry Freitas</b>. O audiovisual também deu origem ao documentário <b>"Zé Cantor – O Mestre"</b>, que revisita sua história desde a infância em Morada Nova até a consolidação como um dos principais nomes do gênero.(iframe)Em 2026, o cantor lançou seu audiovisual mais recente,<a href="https://suamusica.com.br/zecantor/ze-cantor-farra-do-ze-com-o-mestre"> "Farra do Zé Com o Mestre – Ao Vivo em Fortaleza"</a>, gravado no Tatu Bola, na capital cearense. O projeto reforça sua identidade artística e mantém viva a essência do forró que acompanha sua carreira há mais de três décadas.Além dos grandes audiovisuais, Zé mantém uma tradição muito conhecida entre os fãs com o projeto <b>"Pau de Forró"</b>, gravado em cidades que respiram a cultura nordestina, como <a href="https://suamusica.com.br/zecantor/pau-de-forro-do-ze-cantor-ao-vivo-em-fortaleza-ce-solteiroes20anos">Fortaleza</a> e<a href="https://suamusica.com.br/zecantor/pau-de-forro-do-ze-cantor-ao-vivo-em-taua-ce-solteiroes20anos"> Tauá</a>. Os repertórios das duas edições também<b> estão disponíveis na plataforma Sua Música</b>.<b>Vida pessoal</b>Fora dos palcos, Zé leva uma vida mais reservada. O artista é casado com Anna Lima, com quem tem a filha Anna Cristyna. Além dela, também é pai de Leandro, Deiviane e David Lima, que atua como personal stylist, produtor e consultor de moda do cantor.Apesar da intensa rotina de shows e viagens, o cantor procura conciliar a carreira com a vida em família. Com mais de três décadas dedicadas ao forró, Zé Cantor <b>segue escrevendo novos capítulos de uma trajetória marcada pela autenticidade e pela forte conexão com o público</b>.